O
cômodo está escuro. Através da janela, nota-se que a noite cai. O céu, que,
outrora mostrara o vasto poder do grande astro de nosso sistema, agora, rende-se
à escuridão. Talvez a lua não venha amenizá-la. Há nuvens espessas lá no alto. Os
olhos, aos poucos, vão se acostumando à penumbra. Não há a necessidade de
contrariar aquele estado, não há razão para ter medo do escuro quando tudo o
que se tem é uma garrafa de vinho e uma cabeça cheia de pensamentos embaralhados.
A solução para eles não será encontrada sob a penumbra, decerto, mas também não
será encontrada sob a iluminação artificial. Talvez pela necessidade de escondê-los, de não encará-los. As sombras amenizam os reflexos de tais pensamentos.
“And so, being young and dipped in folly / I fell in love with melancholy,/ And used to throw my earthly rest/ And quiet all away in jest" - Edgar Allan Poe
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
domingo, 18 de setembro de 2011
Devaneios
Eu tenho a mania (se isso for uma) de sempre imaginar, recriar, moldar alguma situação que aconteceu ou não comigo. Talvez seja a coisa mais normal do mundo, mas se não for, eu sou uma lunática, admito u.u. Sempre que consigo ter uns segundos sem nada para pensar, lá vai eu, sonhar acordada. E vou longe, viu? Às vezes até me esqueço do lugar onde estou, das pessoas ao meu redor, enfim...
Eu sei que a maioria das coisas que eu costumo imaginar/criar/moldar são bizarras, estranhas ou "fantasiosas" demais para que venham a acontecer um dia (eu sei muito bem disso) , mas talvez seja essa a "graça" da coisa: pensar em situações que eu queria (ou não) que acontecessem a mim algum dia.
Se o mesmo acontece a você (ou não), aqui vai o texto que dá nome a esse post, fique à vontade:
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